A minha solução para os problemas do mundo

Voz: Filipe Confraria / Som (Montagem): Miguel Urbano

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“A minha solução para os problemas do mundo passa por acabar com os ministérios de que eu não percebo nada. Os da economia e das finanças iam logo p’ró galheiro. Mantinha, claro, o da cultura, o da ciência, o da educação e o das doenças, ao qual acrescentava uma secretaria de estado da gripe, que ao menos essas coisas agente sabe o que é que é. Mas não percebo porque é que os adultos criam ministérios sem jeito nenhum, que não se percebe nada. Acho que deveria haver o ministérios das árvores, o ministério da água, o ministério do vento, o ministério das aves, o ministério da comida e da roupa e, claro, um ministério dos pobres, com um ministro pobre. Nada de coisas complicadas. Ministérios de coisas simples para que nós pudéssemos discutir com os políticos de igual para igual.

“Não havia polícia. Não havia polícia nem havia ladrões. Não havia carros, nem televisão, nem dinheiro, nem crise. Não havia guerra, nem havia fome, nem frio, nem muito calor…”: disse eu. “Mas então o que é que havia, afinal?”: perguntou a Camila com o seu sentido prático da vida.

O mundo, com a sua população actual, não tem mais de cento e vinte anos, que é idade da pessoa mais velha. Isto já teve dinossauros e faraós e romanos, mas agora o mundo tem os que cá estão, e são estes que devem dizer aquilo que querem.
Quando eu nasci, já a terra tinha exércitos e leis e países e tudo, e ainda ninguém me perguntou se era isso que eu queria.”